MDS cadastra cooperativas de agricultores familiares para comercializar produtos

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Denise Santos, presidente da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc). Imagem: Rafael Zart/MDS

A possibilidade de vender o que é produzido por 271 famílias de agricultores do interior da Bahia para órgãos federais animou a presidente da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), Denise Santos. A organização foi cadastrada nesta quarta-feira (13) no Portal Compras da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A estratégia é cadastrar até sexta-feira (15) as cooperativas que estão participando da Feira Agroecológica e da Sociobiodiversidade, que acontece em Brasília durante o X Congresso Brasileiro de Agroecologia. Assim, elas terão mais chances de participar das chamadas públicas feitas por meio da modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Denise contou que não conhecia o portal. Depois de fazer o cadastro on line de nove produtos da cooperativa, ela fez algumas perguntas para o consultor Gustavo Assis, responsável pelo cadastro das organizações durante o congresso. Segundo ela, a oportunidade levará esperança para os agricultores, que já participaram de outras modalidades do PAA.

“A gente imagina que será possível vender uma quantidade grande para o Exército e para as universidades, por exemplo. Isso vai valorizar o nosso produto que é orgânico, da agricultura familiar e do Semiárido”. A Coopercuc tem potencial para produzir 500 toneladas por ano de doces e produtos derivados do umbu.

O Consórcio de Produtores Sataré-Mawé, do Amazonas, também foi cadastrado na plataforma do MDS. Segundo o representante do consórcio, Sérgio Garcia, a oportunidade de comercialização do guaraná em pó e dos extratos de ervas para o mercado institucional é um reconhecimento à cultura indígena, além de promover a melhoria da qualidade de vida das famílias.

“Por trás dos nossos produtos, existe um povo, uma história. E é essa história que nós queremos levar para o mercado das compras institucionais. Não é simplesmente um produto qualquer, mas é um projeto de vida, uma política de vida do povo Sataré-Mawé”.

Segundo a coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Hetel Santos, é papel do governo federal aproximar os agricultores familiares dos órgãos públicos. “Criamos o portal com esse objetivo. Queremos qualificar os empreendimentos da agricultura familiar para que possam vender seus produtos para as universidades, as Forças Armadas e demais órgãos públicos”. As compras são feitas por meio da modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Na plataforma, é possível acessar a lista de órgãos compradores, os empreendimentos da agricultura familiar e os produtos que podem ser comprados em cada região. O portal auxilia órgãos da União, que, de acordo com o decreto 8.473/2015, precisam comprar ao menos 30% dos gêneros alimentícios consumidos de produtores ou empreendimentos familiares.

Roda de conversa

As compras institucionais também foram tema nesta quarta-feira (13) de uma roda de conversa na tenda Sociobiodiversidade no X Congresso Brasileiro de Agroecologia.

Na ocasião, Hetel explicou como funciona a modalidade do PAA e as ações que estão sendo promovidas para aumentar o volume de compras de produtos da sociobiodiversidade.

“Estar aqui no congresso de Agroecologia é muito importante, pois podemos conversar com empreendimentos que têm produtos regionais, saudáveis e adequados. Temos que fazer com que o gestor entenda a importância da compra de produtos dos povos e comunidades tradicionais”.

Segundo Pedro Lion, da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, a estratégia é divulgar e ampliar o cadastro dos empreendimentos da sociobiodiversidade no Portal Compras da Agricultura Familiar. “Vamos acessar nossos bancos de dados e, depois, ir até os agricultores para divulgar o portal e o mercado das compras institucionais”.

A professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha, em Santo Ângelo (RS), Ângela Pawlowski, participou da roda de conversa. Para ela, os agricultores da região onde mora têm potencial para vender para os órgãos públicos, mas precisam organizar a produção. “Começamos com o curso de Agricultura há um ano. Agora estamos nos organizando para mostrar para os agricultores que existe um mercado institucional que eles podem acessar”.

Clique aqui para acessar o Portal Compras da Agricultura Familiar

Fonte: Consea Nacional

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